quinta-feira, 5 de maio de 2011

Resumo da Vida e Obra de Leonardo da Vinci

Por: Felizberto Rafael

INTRODUÇÃO
O presente trabalho aduz, de maneira resumida, sobre Leonardo da Vinci, sob ponto de vista de sua importância para o movimento renascentista no século XV-XVI. Trata-se de uma mudança de paradigma na compreensão do homem, da natureza, da religião e de Deus. Com as influências de da Vinci, Deus já não se encontra no centro das atenções, ficando substituído pelo homem. É a passagem do Teocentrismo, da época precedente, ao Antropocentrismo acompanhado pelo racionalismo. Para a melhor compreensão do tema, optou-se pelo seguinte esquema:
1)      Introdução
2)      Leonardo da Vinci
a)      Vida
b)      Obras
3)      Sua Importância
a)      No pensamento
b)      Na ciência
c)      Na pintura
4)      Conclusão
5)      Bibliografia

LEONARDO DA VINCI
Vida
Leonardo da Vinci “nasceu no dia 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci no vilarejo de Anchiano, Itália na Toscana, situada no vale do rio Arno, dentro do território dominado na época por Florença[1]. Era filho ilegítimo de Messer Piero Fruosino di Antonio da Vinci, e Caterina, uma camponesa que foi escrava, oriunda do Médio Oriente. Leonardo não tinha um sobrenome no sentido actual. Pois, Da Vinci significa simplesmente de Vinci a região onde nasceu. “Seu nome completo de baptismo era Leonardo di ser Piero da Vinci, que significava Leonardo, (filho) de (Mes) ser Piero de Vinci”[2]. O próprio Leonardo assinava seus trabalhos simplesmente, como Leonardo ou Io Leonardo (Eu, Leonardo); presume-se que ele não usou o nome do seu pai por causa do estado ilegítimo. Pesquisadores italianos reforçaram a teoria segundo a qual Leonardo era descendente de árabes, pois, um estudo revelou que uma impressão digital de Leonardo tinha características normalmente encontradas apenas entre os árabes.
Existem dúvidas sobre a cidade de seu nascimento. Uns historiadores dizem que seu berço foi em Anchiano, e outros, foi numa cidade situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.
Ao revelar vocação para a pintura e o desenho, “da Vinci empregou-se como aprendiz do escultor e pintor Andrea del Verrocchio, por volta de 1467”[3]. Na sua adolescência, Leonardo “foi influenciado por duas grandes personalidades da época, Lourenço de Médici e o grande artista Andrea del Verrocchio[4] seu mestre.
Um dos maiores gênios de todos os tempos, principal figura da renascença Leonardo, consegue ser um mestre da pintura com apenas meia dúzia de quadros, os únicos que lhe podem ser outorgados com toda certeza e exclusividade, entre os quais estão o mais famoso do mundo, a Mona Lisa, e o mais reproduzido na história da arte, A última Ceia.
Aos 16 anos já desenhava e pintava, e o pai mandou-o a Florença para trabalhar no Ateliê de Verrocchio.
Em 1482 Leonardo era um músico muito talentoso, criou uma lira de prata, com a forma da cabeça de um cavalo. Lourenço de Médici, dito o Magnifico, grande humanista, enviou Leonardo a levar a lira como um presente a Milão, para selar a paz com Ludovico Sforza, Duque de Milão. Foi nessa época que da Vinci escreveu uma carta a Ludovico, citada frequentemente, na qual ele descreve as coisas diversas e maravilhosas que ele conseguia realizar no campo da engenharia, e informando o seu senhor que ele também podia pintar.
“Em 1513, com o restabelecimento da dinastia Sforza, Leonardo da Vinci foi para Roma, onde permaneceu sob a protecção de Giuliano de Medici, irmão do papa Leão X.”[5] Nessa época, aprofundou suas pesquisas ópticas e matemáticas. Depois da morte de Giuliano, em 1516, Leonardo foi para Amboise, a convite de Francisco I, que o nomeou primeiro pintor, engenheiro e arquitecto do rei. Continuou então os estudos de hidráulica, ao mesmo tempo em que organizou cadernos de apontamentos e preparou festas para a corte.
Além da pintura, teve grande destaque como escultor, músico, arquitecto, engenheiro civil e militar e extraordinário inventor.
De 1513 a 1516, já Velho, Leonardo passou a maior parte do seu tempo vivendo no Belvedere, no Vaticano, período em que Rafael e Michelangelo também estavam em actividade. Conta-se que, “em seus últimos dias, Leonardo teria pedido que lhe fosse trazido um padre, para que se confessasse e, recebesse a extrema unção.”[6] Leonardo da Vinci morreu em Clos Lucé, em 2 de Maio de 1519.
Cerca de vinte anos após a sua morte, o rei Francisco teria falado, segundo o escultor Benvenuto Cellini: Nunca nasceu no mundo outro homem que soubesse tanto quanto Leonardo, nem tanto de pintura, escultura e arquitetura, mas por ele ter sido um grande filósofo.

Obras
No início da Segunda Guerra Italiana, em 1499, as tropas invasoras francesas de Luís XII sucessor de Carlos VIII, utilizaram-se do modelo de argila do Gran Cavallo como alvo para fazer tiro. Com a exoneração de Ludovico Sforza, Leonardo, juntamente com seu assistente, Salai, e seu amigo, o matemático Luca Pacioli, abandonou Milão e fugiu para Veneza, passando por Mântua, sendo que em Veneza foi empregado como arquiteto e engenheiro militar, planejando métodos de defender a cidade de um ataque naval.
Em 1500, Florença, criou o desenho da Virgem, o Menino, Sant'Ana e São João Batista, uma obra que conquistou tanta admiração que homens e mulheres, jovens e velhos vinham vê-la, em massa.
Leonardo Da Vinci, além de pintor, foi um inventor, construtor, matemático, cientista, e filósofo, que deixou muito mais do que apenas pinturas e gravuras, e sim projetos, que hoje resultam em armas e até mesmo no helicóptero. Mas ele também deixou estudos como O Homem Vitruviano, e estudos do tronco humano e da gravidez. Suas principais pinturas são:
Madona e o Menino (1470-1475); A Anunciação (1472-1474); O Baptismo de Cristo (1475-1478); Madona deBonois (1478-1480); Cabeça de Mulher (1480); São Jerónimo (1480-1482); A adoração dos Magos (1481-1482); A virgem das Rochas (1483-1486); Retrato de um Músico (1485); Retrato de Mulher (1490; Homem Vituviano (1490); Matona Litta (1490-1491); A Última Ceia (1495-1497); Mona Lisa (1502).
SUA IMPORTÂNCIA
No Pensamento
O Renascimento marcou a produção artística e científica da Idade Moderna procurando se afastar do misticismo da Idade Média, sobretudo com a criação de uma cultura laica, racional, cientifica e não feudal.
Leonardo Da Vinci é representante desta época, pois empenhou-se na compreensão do homem por meio de diversas áreas, tais como: anatomia, fisiologia, a própria filosofia e arte, em sua durável luta com o aristotelismo escolástico. Ele evidencia o “Humanismo, movimento de retorno aos textos clássicos, especialmente de Cícero (106 a.C. - 43 a.C.) e Séneca (4 a.C. – 65 d.C.), importantes autores da Antiguidade”.[7]
No conjunto da produção renascentista começam a sobressair valores modernos, burgueses, como o optimismo, o individualismo, o naturalismo, e o Neoplatonismo, mas o “elemento central do Renascimento foi o humanismo, isto é, o homem como centro do universo (antropocentrismo), a valorização da vida terrena e da natureza.”[8] Ocupando, o homem o lugar cultural até então dominado pelo divino e extraterreno. Entretanto, torna-se difícil e pragmático analisar a vida e obra de Da Vinci sem conhecer o contexto que o permeava. Como notou-se, a escolarização do Renascimento era articulada segundo o nível sócio-económico. Deste modo, Leonardo filho de Piero, notário na pequena aldeia de Vinci aprendera desde jovem com o avô paterno os valores e normas de conduta que regiam a burguesia mercantil italiana. “O posterior incentivo do pai para o estudo das leis ou comércio não ofuscaram o grande talento do jovem Da Vinci em áreas como música, desenho ou matemática”.[9]
A mudança de olhar e a transição da acentuada religiosidade medieval para a racionalidade renascentista do ponto de vista cultural foram as conseqüências mais sérias dessa revolução de três séculos.
“Em cerca de seis mil páginas, ele discorreu, Geometria e Anatomia; Geologia e Botânica Astronomia e Óptica; Mecânica dos Sólidos. Mecânica dos Fluidos; Balística, Hidráulica; magníficos desenhos.”[10]
Aclamado artisticamente com quadros como A Mona Lisa (1505), Da Vinci foi mais que um grande pintor, foi antes de tudo “pesquisador”, no sentido moderno da palavra. Suas descobertas, pinturas e invenções foram parte de uma época na qual o rigor científico começara paulatinamente se separar do carácter religioso, e neste ponto é destacável a importância do Renascimento.
Em o Homem Vitruviano (1492), Da Vinci expressa a união entre Arte e Ciência ao expressar várias particularidades do corpo humano em um desenho imerso de anotações, fazendo citação directa ao arquitecto romano Marcus Vitruvius do século I a.C. Leonardo analisa, calcula e desenha com sua imensa arte o homem renascentista, modelo e centro do universo.
Leonardo Da Vinci é o exemplo do homem que quer conhecer a si mesmo e o meio que o cerca. Por isso, destaca-se em um período em que a razão é ensombrada pela fé. Homem de inegável talento, Da Vinci continua sendo um dos personagens mais importantes da história da humanidade, não só pela sua produção artística, mas também pela produção científica, já que a influência que sofre é compreensível tendo em vista que a produção humana tem o carácter dialéctico de construção e desconstrução incessantes.
Na Ciência
Da vinci deve habilidades em muitos campos da ciência e com isso inventou muitos instrumentos, inclusive bélicos, em outros casos ele aperfeiçoou maquinismos. Dedicou-se ao estudo da anatomia, física, botânica, geologia e matemática. Em 1500 estava de volta a Florença, onde, durante o cerco de Pisa, desenvolveu um projeto para desviar o curso do rio Arno, de forma a cortar o acesso da cidade ao mar.
Leonardo “voltou sua curiosidade para todos os campos do saber e da arte, e em cada um deles afirmou seu génio.”[11] Apesar de não ter realizado as grandes obras com que sonhava na pesquisa científica, a vasta informação contida em seus apontamentos e desenhos é suficiente para demonstrar a universalidade de seu saber. Ao estudo da estática e da dinâmica dedicou algumas de suas pesquisas mais valiosas, baseando-se na leitura da obra de Aristóteles e de Arquimedes, às quais foi um dos primeiros a acrescentar contribuição original.
Da Vinci estudou ainda as condições de equilíbrio sobre um plano inclinado, e enunciou o teorema do polígono de sustentação da balança. Realizou pesquisas originais sobre os centros de gravidade no que antecipou-se a Galileu e idealizou uma máquina destinada a testar a resistência dos fios metálicos à tração. Ainda no domínio da física, estudou os efeitos do atrito e enunciou definições para força, percussão e impulso.
A partir do voo dos pássaros, Leonardo determinou os princípios da construção de um aparelho mais pesado do que o ar, capaz de voar com a ajuda da força do vento. Entre seus desenhos incluem-se esboços de um aparelho bastante parecido com o helicóptero moderno e o esquema de um pára-quedas.
De sua actividade como projectista militar destacam-se os vários desenhos de canhões, metralhadoras, carros de combate, pontes móveis e barcos, bem como estudos sobre a melhor maneira de abordagem de um barco grande por um pequeno, o esquema de um submarino e bombardas. Leonardo inventou também máquinas hidráulicas destinadas à limpeza e dragagem de canais, máquinas de fiar, trivelas, tornos e perfuratrizes. Também antecipou-se aos urbanistas com seus projectos de cidades. Na sua colecção de invenções, constam soluções de engenharia jamais imaginadas por um único homem, esboços de helicópteros, submarinos, pára-quedas, veículos e embarcações automotores, máquinas voadoras, projectos minuciosos de tornos, máquinas perfuradoras, turbinas, teares, máquinas hidráulicas para limpeza e dragagem de canais, canhões, metralhadoras, espingardas, bombas, carro de combate, pontes móveis etc.
Na Pintura.
Com Leonardo da Vinci, “A técnica mudou, a maneira como os pintores trabalhavam com os pigmentos para a aquisição de uma fidelidade maior ao exemplo da natureza, agora exaltada.”[12] Da mesma forma, a perspectiva evoluiu para buscar um maior realismo em lugar de distorcer e até mesmo corrigir uma natureza antes considerada selvagem e até perigosa. Com Da Vinci e seus contemporâneos “passa-se a buscar a sensação de profundidade, a reprodução de um olhar que acompanha ao observador e a admiração pelo homem.”[13]
Além dessas características, muitas pinturas em tela também nos convidam a reflectir sobre
o quotidiano e a importância do corpo humano pintado ou esculpido pela óptica da força e da beleza. Nesse sentido, muitos dos renascentistas se identificavam mais com o Humanismo que defendia o Antropocentrismo, buscando resgatar algumas obras do período greco-romano que inspiravam tal ponto de vista.
No Trattato della pittura, Leonardo da Vinci defendeu essa forma de arte como indispensável à realização da exploração científica da natureza e aconselhou os pintores a não se limitarem à expressão estática do ser humano. Ao pintar utilizava todos os seus conhecimentos científicos. Suas figuras humanas derivavam directamente dos estudos de anatomia, enquanto as paisagens revelavam o conhecimento de botânica e geologia.
Conhecem-se apenas cerca de 12 telas de Leonardo de autenticidade indiscutível. Ao longo de sua obra, é visível a importância cada vez maior que o artista concede aos contrastes entre luz e sombra, e, principalmente, ao movimento. A Última ceia, um dos quadros mais famosos do mundo, foi muito danificada e sofreu diversas restaurações, motivo pelo qual pouco resta do original. É inigualável, no entanto, a solidão de Cristo, em contraste com a agitação dos apóstolos, divididos em grupos de três. Judas, o traidor, é a única figura em isolamento entre eles.
Conclusão
Chegado a esta altura do trabalho é inevitável concluir-se que, Leonardo da Vinci pelo seu modo de pensar, sua incomparável arte na pintura, suas invenções fruto, de suas investigações científicas, sua aplicação na anatomia, física, matemática, e náutica contribuíram, dum lado para o desenvolvimento tecnológico e, doutro lado para a mudança de mentalidade da sua época. O renascimento evoca a sua maior contribuição, pois, com a expressão do Homem Vitruviano, obra de 1492, há uma mudança de paradigma no pensamento religioso. A razão desta mudança é a fixação do Homem no centro das atenções, surgindo, deste modo, o Antropocentrismo. Este pensamento influencia sobre maneira todas as investigações da época. Por isso, mereceu o atributo do maior representante do renascimento.



Bibliografia.
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 17, Editorial Verbo, Edição Séc. XXI, Lisboa/S. Paulo Novembro de 2000
http//www.marceloduprat.net/textos.

http//www. top4serials.com/crack-keygen-leonardo+da+vinci+biografia-serials.html.

http//www.citamericas.org/imagens/files/livro_vol-8.

http//www.consultoriadomestica.com.br/cgi-bin/glog/quemel_entrevista_leonardo-da-vinci.pdf.


[1] http//www. top4serials.com/crack-keygen-leonardo+da+vinci+biografia-serials.html, 24/03/2011, 16:12.
[2] Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 17, Editorial Verbo, Edição Séc. XXI, Lisboa/S. Paulo Novembro de 2000, pp. 860-864.
[3] Ibidem.
[4]. http//www. top4serials.com/crack-keygen-leonardo+da+vinci+biografia-serials.html, 24/03/2011, 16:12
[5] http//www.citamericas.org/imagens/files/livro_vol-8.

[6] Ibidem
[7] http//www.citamericas.org/imagens/files/livro_vol-8. 24/03/2011, 16:08.
[8] Ibidem
[9]. http//www.consultoriadomestica.com.br/cgi-bin/glog/quemel_entrevista_leonardo-da-vinci.pdf., 24/03/2011.

[10]. http//www.marceloduprat.net/textos, 24/03/2011, 16:27.
[11] http//www.marceloduprat.net/textos, 24/03/2011, 16:27.
[12] http//www.consultoriadomestica.com.br/cgi-bin/glog/quemel_entrevista_leonardo-da-vinci.pdf
[13] http//www. top4serials.com/crack-keygen-leonardo+da+vinci+biografia-serials.html.

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